Muitas crianças são apaixonadas por futebol, sejam elas meninos ou meninas. A vontade por esse esporte nasce desde quando o pai a incentiva a torcer pelo mesmo time que ele, presenteia com roupas do time, diz o nome dos jogadores, assiste aos jogos... Outros nascem com esse dom.
E com isso, muitas dessas crianças crescem com o objetivo que, quando tiver a idade certa, serão jogadores de futebol e farão muito sucesso.
A vontade de ser um jogador de futebol é característica da grande maioria que quer um dia ser reconhecido como fenômeno, o homem da bola e poder comemorar o seu próprio gol. Mas nem sempre esse personagem da vida real encontra este capítulo em sua história.
É isso que vem acontecendo com Michel Velozo, 22 anos, lateral direito, Paulo Vitor Donato Arneiro, 23 anos, meia atacante e José Francisco dos Santos Neto, 21 anos, volante.
Os três atletas vêm buscando desde pequenos uma oportunidade em clubes brasileiros. Segundo eles, já fizeram escolinhas e diversos testes, mas nesse meio do caminho nunca tiveram oportunidades de seguir em frente.
A vontade de jogar começou na família mesmo. Nascidos em outras cidades, os atletas acabaram indo pra São Paulo para tentar a sorte. “Vim jogando em times de bairros, fazendo alguns testes”, explica Neto.
Segundo os jogadores, a paixão pelo esporte está no sangue. “Meu pai sempre jogou no Amador. Desde pequeno acompanhava meu pai nos campos e fui pegando o gosto pelo esporte e percebi que era isso que queria fazer”, conta Paulo Vitor. “Estou desde os 12 anos com o Cido, mas já treinava desde os 9. Nasci em Vinhedo e vim pra Itupeva aos 4 anos”, conclui ele.
Já Michel disse que seu pai faleceu cedo, e foi mesmo com os amigos que sempre assistia futebol e começou a se apaixonar pelo esporte. “Muita gente dizia pra eu tentar, mas é complicado”, explica ele. Michel já participou de peneiras nos clubes Ituano, Paulista, Curitiba (Paraná) e no Rio de Janeiro.
Para Michel a história não foi diferente. Ele nos conta que desde pequeno treina no time da prefeitura. Fez teste em alguns clubes paulista como no São Paulo, Corinthians, quando tinha 13 anos. Mas depois teve que parar, trabalhar, fazer cursos, e agora voltou ao mundo do futebol novamente.
Mesmo com toda essa dificuldade, os jovens atletas não desistem de buscar o sonho. “Sempre bate um desanimo, porque as oportunidades são poucas. Tem que ter esperança e fé em Deus que uma hora pode dar certo. A gente não sabe o dia de amanhã. Se tiver que ser, vai ser. A batalha da gente, correndo atrás, passando dificuldades. Mas um dia chegaremos lá”, conta um dos garotos.
Os atletas contam com o apoio da família e do Cido Camisa 10, que possui uma entidade que realiza trabalho para a capacitação de novos talentos no futebol.
“Esses garotos são de qualidade, possuem potencial e só precisam de uma oportunidade”, revela o técnico. “Eles estão prontos. São garotos que tem determinação, que são aplicados nos trabalhos, não tem tempo perdido, já que todos os horários de treinos são aproveitados. Tem potencial pra atuar em qualquer equipe na região”, diz ele. “O empresário ou equipe que tiver interesse, daremos todo o apoio pra que os atletas sejam encaminhados pro clube”, conclui.
Michel, Paulo Vitor e Neto continuam seus treinos e mantém a esperança e a fé de um dia ser um jogador de futebol! |